Empreender na crise? Saiba como será a recuperação dos setores

Confira um comparativo entre o último balanço anual da ABF e a pesquisa da Bain & Company sobre a retomada do mercado

21/05/2020

Em entrevista recente ao Estadão, o bilionário suíço-brasileiro e sócio do fundo 3G, João Paulo Lemann, afirmou que empreender na crise foi o caminho para consolidar alguns dos maiores negócios de sua vida.

Não é a primeira vez que escutamos este tipo de relato. Economistas e especialistas em empreendedorismo em todo mundo garantem que toda recessão causa turbulência para investidores, mas também oferece muitas oportunidades.

Para auxiliar quem pensa em empreender na crise e considerando o Franchising como um dos caminhos para o empreendedorismo com a menor taxa de mortalidade do mercado, cruzamos alguns dados do último balanço anual da Associação Brasileira de Franchising com uma das pesquisas mais recentes da Bain & Company, publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo.  O estudo aponta perspectivas de retomada para diferentes setores no período pós-pandemia.

  1. Saúde

Figurando como uma das “galinhas dos ovos de ouro” do Franchising, o segmento é o primeiro da lista. O mercado da saúde apresentou o segundo maior faturamento do setor em 2019 – R$ 34,2 bilhões. Na pesquisa da Bain & Company, aparece entre os tipos de negócios que passaram a ser mais valorizados durante a crise e continuarão se mantendo em alta nos próximos meses – melhor cenário apontado pelo estudo.

Exemplo de subsegmentos: Clínicas Odontológicas e médicas.

Em alguns casos, o modelo de negócio possibilita operação sem formação na área. Ex: Não é preciso ser dentista para gerir uma Franquia Odontológica.

O setor de Saúde, Beleza e Bem-Estar, registrou uma das menores quedas em faturamento no período, segundo a pesquisa ABF.

*Beleza e Bem-Estar foram separados da Saúde nesta análise, pois, serviços e produtos estéticos manterão recuperação moderada e as academias enfrentarão um processo mais lento.

  1. Comunicação, Informática e Eletrônicos

Apesar de faturar pouco em relação aos segmentos maiores – R$ 6 bilhões no último ano – seu crescimento financeiro foi o maior do último levantamento, junto ao do setor de Construção – alta de 10% em 2019. A diferença é que diante do cenário de crise, a demanda por produtos e serviços de tecnologia estourou.

Segundo relatório da Bain & Company, entretenimento online, ferramentas de trabalho remoto e a telemedicina se manterão em alta nos próximos meses, também enquadrando-se no melhor dos cenários.

Exemplos de subsegmentos: Agências de marketing digital, empresas de soluções para internet e desenvolvedoras de aplicativos.

  1. Serviços Educacionais

O segmento faturou R$ 12,2 bilhões em 2019, terceiro maior crescimento do setor com relação a este indicador no período.

O ensino à distância é tendência em todo mundo muito antes da chegada da crise, o que mantém o caminho aberto para que as modalidades presenciais se adaptem com agilidade. Segundo o relatório da Bain & Company, a demanda por este tipo de serviço estourou no início da crise e continuará alta durante os próximos meses.

Exemplos de subsegmentos: Escolas de inglês e cursos preparatórios. 

  1. Alimentação

A chegada da crise com certeza abalou a dinâmica do setor, que representou o maior faturamento do Franchising em 2019 – R$ 48,4 bilhões. Os restaurantes sofreram com o isolamento social, mas quem souber se adaptar à nova realidade poderá manter um desenvolvimento estável. A alimentação, de forma geral, enquadra-se no segundo melhor cenário apontado pela Bain & Company.

*Restaurantes com funcionamento majoritariamente presencial terão recuperação lenta.

Exemplos de subsegmentos: Bares, restaurantes e App’s de delivery.

  1. Outros setores

Os setores como Entretenimento e Lazer, Moda, e Hotelaria e Turismo também seguiram crescendo em faturamento em 2019 segundo a ABF. Entretanto, para estes mercados, a pesquisa da Bain & Company aponta recuperação mais lenta.

A solução tem sido apostar no e-commerce, digitalização dos produtos e campanhas nacionais como a desenvolvida pelo Ministério do Turismo, orientando o consumidor a remarcar suas viagens – evitando cancelamentos.

No caso do setor de limpeza e conservação, a previsão é de que a venda de produtos se mantenha estável.  Os outros setores não foram diretamente citados, mas também procuram driblar os obstáculos desta nova realidade.

Fonte: Bain & Company

Afinal, devo empreender na crise?

A resposta para esta pergunta é: sim! Mas investigue as melhores opções diante da situação do mercado e do seu perfil. Em tempos instáveis, a melhor estratégia é munir-se de informações confiáveis.

Caso pense em investir em uma Franquia, pesquise, converse com Franqueados, leia a COF com atenção e realize um Test Drive, se possível.

Toda crise desestabiliza o mercado, mas tem data para acabar. Comece a planejar o futuro agora!

 

Referências:

SCARAMUZZO, Mônica; SCHELLER, Fernando. Setores econômicos terão recuperação desigual. O Estado de S. Paulo, 2020. Disponível em: <https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,setores-economicos-terao-recuperacao-desigual,70003260430>. Acesso em: 1 de maio de 2020.

ABF (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE FRANCHISING). Desempenho do franchising brasileiro em 2019. Disponível em: < https://www.abf.com.br/numeros-do-franchising/>. Acesso em: 4 de maio de 2020.

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